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31/08/2009

Eliminação do Ego, A Morte em Marcha, e os Detalhes

II - OS DETALHES E A MORTE EM MARCHA

Comentário – Temos uma pessoa na Fase B, e não estamos cem por cento seguros, se ainda pertence à Rosa Cruz. Porém, ele vai, ele vem. Coisas da vida. E, quando ele vem, há um fogueio, ele se fogueia normal; porém, não tem ainda claras as coisas sobre a eliminação do ego ou algo assim, e as práticas... Eu creio que é isso o que o tranca.

V.M. Rabolu – É que, na eliminação do ego, havia um conflito, ou quase impossível, tal como o entregou o Mestre Samael.

Suponhamos, olhe: Esta é uma árvore com muitas raízes. Não? Tem a raiz principal, tem quantidade de raízes pequeníssimas que dependem dela, assim.

Bem, suponhamos que este é um ego da ira, do orgulho, qualquer ego.

É impossível chegarmos a compreender este ego, se tem todos estes derivados dele, pois vem a ser o alimento da árvore.

Uma árvore, por exemplo, qualquer árvore que seja, tem sua raiz principal, que é a que sustenta a árvore, para não deixá-la cair, e lança outras grossas para todos os lados que a ajudam a se sustentar, para que o vento não a tombe. Porém, dessas raízes grossas, que são estas, dependem milhares de raízes pequeníssimas, que são as que alimentam a árvore. As outras raízes grossas não fazem senão sustentá-la aí. Porém, ela se alimenta de todas essas ramificações de raízes que lança, porque essas vão para a superfície da terra, arrastando as vitaminas de que necessita a árvore. O sustento.

Então, isso acontece exatamente igual com o nosso ego ou os egos.

Temos o ego da ira. Porém, deste dependem muitíssimos, que são os que o alimentam. O ego se sustenta por todas essas raízes, todas essas ramificações diminutas, que são os detalhes. Pelos detalhes está vivo o ego. Se começamos a tirar-lhes as raízes, começa a se desnutrir e a morrer. Do contrário não podemos.

Então, como dá o Mestre: “Que acabar o ego da ira...”. Porém, quantos egos da ira, ou manifestações, tem esse elemento? Então, como os compreender? Não os podemos compreender.

Então, se começamos a tirar o alimento ao ego, então, sim, começa-se a compreendê-lo e começa a perder força. Isso é inevitável.

O Mestre fala em outros termos disto, tal como eu o estou explicando. Ele usava outros termos: “Temos que morrer de momento em momento, de instante em instante”.. Essa frase eu não a entendia e dizia: Porém, como? Que vai morrer de instante em instante, de momento em momento? Ele se refere a estas manifestações diminutas, às quais não lhe damos bolas, que se pensa que não são defeitos. E esse é o alimento que está alimentando o defeito, por todas essas raízes diminutas, vão e vão alimentando o defeito.

Então, se começamos a lhe tirar isso, o defeito morre, ou, melhor dito, o ego morre. Começa a decair duma vez, porque ele se alimenta por tudo isto. Então, é a vida dele. Se começamos a lhe tirar isso, o resultado é a morte.

Olhem, eu comecei a morrer foi com os detalhes. Isto que lhes estou dizendo dos detalhes, não o estou falando por teoria. Estou falando que fiz assim meu trabalho desde que comecei a Gnose, com estes detalhes.

Porém, eu não sabia que era morrer, senão que por estes detalhes se vai, por exemplo, vai-se receber uma iniciação. Chamam-nos para nos entregar uma iniciação que se ganhou. Aparecem-nos todos estes detalhezinhos no caminho. E por um detalhe desses se pode perder uma iniciação, um grau. Então eu comecei, como eu saía mal no interno, quando eu ia receber um grau, por um detalhe desses eu ficava. Então eu ganhava era uma grande repreensão dos Mestres e então já voltava para cá, porque nos dizem: “Vai à escola, para aprender! Não sabes nada!”. Porém, ralhado.

Então vinha eu para dar duro a esses detalhes. E comecei, e então saía bem nas provas que me davam, porque então são provas que nos dão. Então já recebia meu grau, o que me iam pagar.

E então eu comecei a trabalhar foi com os detalhes, desde que eu comecei a Gnose; porém, não sabia que era morte, senão era para sair bem nos chamados que me faziam, para me fazer um pagamento; porque, para nos fazer um pagamento, chamam-nos. Então, porém, primeiro, antes de chegar, apareceram-nos os detalhes. Porque, se se encontrou uma moedazinha por aí, a gente a agarrou... Bem, esse é um detalhe. Assim, coisas insignificantes, que não se acredita que seja prova. Esses são os detalhes. Então, se começamos por aí, o ego vai morrendo. Vai-se desnutrindo e vai morrendo. Isso é inevitável!

Essa é a morte verdadeiramente e eu a encontrei profundamente; porque, como o ensinou o Mestre, não é que eu queira saber mais, porque, como eu lhes digo, ele falou de morrer de instante em instante, de momento em momento, está relacionado com isso dos detalhes. Faltou-lhe esclarecer, não mais, para ter entendido isso, porém, ele estava sobre isso.

O Mestre Judas chamas este trabalho: “Polir, polir, polir e polir”.

P. – Isso também se pode fazer igual com os pensamentos?

V.M. – É que com tudo, é que com tudo. Aí se aplica a morte em marcha. Aflorou um detalhe desses: “Mãe minha, desintegra-me este defeito!”.. Em seguida, em seguida, não esperar para amanhã ou depois, senão, em seguida, instantaneamente, porque a Mãe Divina, com seu poder, como estes são detalhes, não são tão fortes, desintegra-os com facilidade.

P. – Porém sempre, à noite, fazer uma análise também disso, ou não?

V.M. – Não! Durante o dia, dê-lhe, à morte em marcha, dê-lhe! Não se ponha a perder mais tempo, senão dê-lhe de instante em instante, de momento em momento, e verá.

P. – Isso é branquear o latão?

V.M. – Branquear o latão, para que a luz possa brilhar.

P. – Mestre, às vezes, quiçá, falta vontade para trabalhar com essa inquietude, com essa gana. Como podemos fazer para ativar essa vontade para essa rebeldia?

V.M. – Estar atento em si mesmo. Quando alguém se esquece de si, comete erros. Estar atento sempre em si. Do contrário nos esquecemos, e aí vêm quantidade de erros nossos.

Então, está entendido o que é a morte em marcha? E como se vai eliminando o ego? Como lhe vamos tirando a potência? A força?

P. – Quem sabe, houve um erro ou algo que nós tivemos muito tempo, e é que durante o dia houve um trabalho deficiente e quisemos deixar tudo para a noite?

V.M. – Não, não, não! Isto é de instante em instante, como diz o Mestre Samael. Essa é uma verdade! Estar atento em si mesmo, e que acontece? Vai-se despertando consciência em seguida, não se esquecer de si mesmo. É um exercício muito bom.

P. – Ou seja, que isto substituiria o trabalho que sempre temos feito da morte do ego?

V.M. – É que, olhe, a mim me chamou muito a atenção isso, porque eu penso muito na humanidade, como chegar a impulsioná-la. Isso me fez investigar muito, porque todo mundo fala da morte e quer morrer. E por que não morreu nenhum? Então isso me chamou muito a atenção. Claro, faltava aplicar este trabalho, porque assim, assim em bruto como o entregou o Mestre, “acabar com a ira, com o orgulho”, não! Ninguém o vai acabar! Ninguém o vai acabar assim!

Como se compreende a ira, o orgulho, se tem milhares de manifestações diminutas que se crê que não é nada? E, sim, é, porque daí se está alimentando o ego.

P. – E temos que saber de onde vem um detalhe? Se é ira, ou orgulho ou não importa?

V.M. – Não importa! Você pede à Mãe Divina instantaneamente: “Desintegra-me este defeito, já!”.

P. – Temos que imaginá-lo, Mestre?

V.M. – Segundo a manifestação do detalhe, pede-se à Mãe Divina. Não temos que imaginar nem de onde vem nem para onde vai e fazer consciente a petição. Imaginar que a Mãe Divina o desintegrou. Isso!

P. – Mestre, porém, não terá que ser um pouquinho... como que sentir o que se acaba de fazer, não? Porque, se a gente o faz todo mecânico...

V.M. – Claro, estando atento em si mesmo, a gente se dá conta de qualquer detalhe que assome ou se manifeste.

P. – Ou sente como um pouquinho de arrependimento?

V.M. – Claro, no momento em que se pede à Mãe Divina, ter essa certeza de que o eliminou; ter essa segurança, é fé na Mãe Divina.

O Mestre Samael... Por exemplo, lá foi um missionário, e lhe disse: “De todos os meus estudantes, o único que está morrendo é Joaquín; que, sim, está morrendo de verdade”.. Porém, eu estava morrendo era com todos esses detalhes. Eu não estava vendo o grande, não, senão todos os detalhes. E a isso devo a consciência que tenho, a esse trabalho. Então, eu não estou falando de uma teoria, senão do que fui vivendo, não? Do que fui vivendo, nada mais.

P. – E o senhor, Mestre, se me permite uma pergunta, o senhor, depois, com esses detalhes, depois se dedicava a estudá-los mais profundamente ou somente com este trabalho diário era suficiente?

V.M. – É que, olhe, um detalhe destes, diminutos, isso não tem muita força. Então, a Mãe Divina instantaneamente o desintegra. Já desintegrado, não temos que quebrar a cabeça, pensando nesse detalhe, não. Ter certeza que a Mãe Divina o eliminou, o desintegrou.

P. – Sim, porém, a meditação sobre a morte do ego que se vai fazer ou também tem que ser feita à noite, seria sobre os defeitos gordos?

V.M. – Olhe, vou explicar-lhe essa parte que é muito importante. Eu nunca fiz essa meditação. Não a fiz. Por quê? Porque nós vamos morrendo por etapas, por dimensões.

Aqui fazemos uma limpeza. Ponhamos um exemplo. Você pega uma camisa branca, suja. Você a limpa na primeira ensaboada, ou a ensaboa e depois lhe dá outra, até que branqueia?

Bem, isso somos nós com o ego, exatamente igual, igual. Não é numa só que se vai ficar branco, porque temos que advertir que o eu-causa está aí e o eu-causa não é desintegrado com esse trabalho. O eu-causa é desintegrado conscientemente e é o último trabalho que se tem que fazer. Então, nós vamos é por etapas.

P. – O senhor também ia ao mundo astral para trabalhar com os eus, depois?

V.M. – Temos que trabalhar aqui, no astral, no mental e por último no causal; tudo em ordem, porque nós, nestes trabalhos, por exemplo aqui, vamos resgatando muita consciência que então nos permite mover-nos à vontade em outras dimensões conscientemente e fazer nosso trabalho.

P. – Então, como se combina este trabalho de instante em instante, que, creio, vamos entendendo, como o que nos dizia o senhor também, e o Mestre Samael, de nos dedicar unicamente a um só ego?

V.M. – Eu cometi esse erro, não me dá pena dizê-lo, de elemento por elemento, porém, eu não tinha em conta esses detalhes, porque, enquanto isso, eu não acreditava nesses detalhes. Agora que descobri como é a morte, então isto nos deixa quieto, porque se está dando é a todo o ego, a todo: ao orgulho, cobiça, luxúria, vingança, tudo! Em geral a tudo o que nos apareceu, pam! Dê-lhe, dê-lhe, dê-lhe e aí vai morrendo.

P. – É trabalhar todos ao mesmo tempo?

V.M. – Com tudo o que apareça!

P. – Porém, por exemplo, já na alquimia, por exemplo, a qual nos dedicaríamos?

V.M. – Na alquimia... Por exemplo, existem detalhes que a Mãe Divina não alcança desintegrar, porque são fortezinhos. Então, na alquimia, a gente vê que esse elemento seguiu se manifestando, na alquimia, então se pede à Mãe Divina a desintegração desse elemento.

P. – Hoje, por exemplo, Mestre, perdoe-me a insistência, porém, isto é muito importante para nós...

V.M. – Não ! É que isto é importantíssimo! É a nossa base!

P. – Então, hoje esse detalhe forte foi de orgulho. À noite, no trabalho da alquimia, peço pelo orgulho. Porém, amanhã, suponhamos, é da inveja. Então, peço pela inveja?

V.M. – Ao que lhe apareça! Ao que lhe apareça, não tenha você exceção, senão com tudo o que nos apareça!

P. – Como o Mestre Samael falava de que... eu não quero debulhar muito isto, perdoe-me, que quero insistir muito, porém, falava de caçar dez lebres ao mesmo tempo e tudo isto...

V.M. – Sim, porém, então, como se vai numa ordem, não cinco ou dez nos vão molestar duma vez, senão é um. Você dá a esse detalhe.

P. – No dia seguinte saiu um detalhe de outro ego?

V.M. – Outro sai ou pelo tempo que seja.

P. – Não, porém, já nos referimos agora ao trabalho da alquimia.

V.M. – Então vai-se dando ao que se vê que insiste. Dá-se-lhe na alquimia.

P. – É como ir rebaixando todos os egos?

V.M. – Tudo, tudo, tudo vai morrendo no tronco. O ego em si vai morrendo todo, porque vai perdendo toda a força.

P. – Se alguém, por exemplo, vê que o que mais tem, ou algo que tem muito forte, é a autoconsideração, por exemplo, não? Que lhe aparecem muitos detalhes durante o dia, aparecem por aí, então se deveria dar a todos os defeitos, porém, centrar-se mais, por exemplo, na alquimia, na autoconsideração?

V.M. – Olhe, não é que olhe, um defeito que a gente sempre tem, o principal, falemos, manifesta-se. Pois a esse se lhe dá.. Cada vez que se manifeste, dá-lhe, dá-lhe, e dá-lhe e dá-lhe! Ao que mais insista, vai-se-lhe dando. Quantas vezes se queira manifestar, dá-lhe, assim.

P. – Porém, acontece isto, Mestre, por exemplo, a frouxidão, por isso estamos aqui, não? Porque somos muito frouxos para trabalhar. Quando nos propomos a trabalhar com a frouxidão, ativamo-nos, fazemos práticas uma semana, todas as práticas que queiramos, e depois chega de novo essa passividade.

V.M. – Olhe, essa passividade vem, que é quando se provoca uma noite, entra uma noite dentro de nós, quando se fica quieto, é pelas práticas mal feitas, mal feitas.

Quando se faz uma prática e nos dá resultado, então se pega mais força, provoca-se um novo amanhecer dentro de nós. Porém, se a fazemos mal feita, como não se encontra resultado, vem a passividade, a preguiça, não? Temos que fazer sempre as práticas com concentração.

Nenhuma prática, das que foram dadas pelo Mestre, nenhuma falha. Falhamos nós, porque estamos fazendo uma prática aqui e pensando por lá, no negócio, em qualquer coisa. Então, não há concentração, não pode dar resultado a prática; não pode dar.

Então, são as falhas. Não se dedica o momento ao que se está fazendo e, como lhes dizia eu agora, no diário viver, em seu trabalho físico, vai-se dedicando seu tempo. Então, é uma educação que se vai recebendo duma vez.

P. – Aproveitar a vida diária?

V.M. – Diária, diária!

P. – Pôr a vida diária em função do morrer?

V.M. – Claro!

P. – Ao invés de outra coisa?

V.M. – Sim !

P. – Um pouco de orientação, que, podemos dizer, e, bem... e ter todos... é que se nós estamos fazendo uma prática de morte do ego, uma hora diária, que não é suficiente, porque temos que estar fazendo prática de morte do ego de instante em instante...

V.M. – Momento em momento! Estejamos em nosso trabalho, estejamos em nosso negócio, falando com uma pessoa que seja, aí nós temos que estar, para ver que elemento psíquico se pode manifestar aí ou se está manifestando.

P. – Com uma hora por dia, não vamos morrer?

V.M. – Não, não, não, não, não! É todo o tempo, se é que se quer morrer. Todo o tempo, não se cansar.

P. – Nesse caso já deixaríamos a prática da morte do ego, ficaria à parte, porque estaríamos trabalhando todo o dia, não?

V.M. – Todo o dia.

P. – E a outra, a deixamos à parte?

V.M. – Esta outra, por exemplo, que trabalhamos, porque no-la deu o Mestre, essa fica à parte, porque estamos entendidos é com tudo, com todos os derivados dos elementos psíquicos.

P. – Porém, poderíamos dedicar essa prática, ocorre-me, a esse defeito ou a esse detalhe mais forte, tratar de compreendê-lo um pouco mais profundamente?

V.M. – Não ! Ao que insista, pois, dá-se-lhe na “torre” duma vez. Quantas vezes queira insistir, dá-lhe, porque numa dessas tem que morrer. Tem que morrer!

P. – Esta prática da meditação da morte do ego, deixa-la-íamos fora dos cursos ou temos que explicá-la?

V.M. – Pois eu creio que isso é perder o tempo. Isso é perder o tempo.

P. – Então, esse exercício retrospectivo, de quando se manifestou um defeito na infância?

V.M. – Com esse trabalho não se necessita de nada disso. Estar de instante em instante, de momento em momento.

P. – Isso é mais direto?

V.M. – Sim.

P. – Esta é uma revolução completa do morrer?

V.M. – Sim, uma revolução! Pois eu, esse sistema o tive desde quando comecei; porém, eu acreditei que todo mundo trabalhava o mesmo. Agora, vendo, pela correspondência, que tanta gente, quase todo mundo... “que a morte, que a morte, que não sei que”... E ninguém morrer? E disse: Este assunto por quê? Pois claro, vão ao grosso e aos detalhes os deixam; e aí é onde se alimenta o ego, sim? Essa é a conclusão a que cheguei eu.

P. – Vamos. Se, por exemplo, alguém, durante o dia, alguns desses detalhes que se vê, que por algum mal que se fez, por algo, sente dor ali por dentro... depois, a sós em sua casa, em seu aposento, deveria de... muitas vezes, que surge de nós, não? De centrar-se mais nesse defeito, ver como saiu, pedir por ele, seguir pedindo à Divina Mãe por esse defeito que durante o dia...

V.M. – Não! Estar em alerta de si mesmo, para quando queira voltar a se manifestar, dá-lhe! Assim é melhor. Assim se deixa de cometer erros, e se está morrendo. É que quando a gente se esquece de si, aí está o problema, pois, cometem-se erros.

P. – Detalhes, temos que entender que são qualquer coisinha?

V.M. – Diminutos. Coisas diminutas.

P. – Uma pessoa nos fala. Sorrimos de uma forma assim como auto-suficiente. Isso é um detalhe. Interrompemos a outro quando vai falar. É outro detalhe?

V.M. – Vejam, isso, no interno, por exemplo, é gravíssimo. Por exemplo, vocês estão conversando os dois aí. Chego eu: blá, blá, blá... como que me dando de muito importante e lhes corto a conversa a vocês. Ai, ai, ai! Castigo nos aplicam! Castigo!

A mim não me dá pena contar, porque me castigaram por imprudências assim, e duro.

Uma vez estava o Mestre conversando com outro Mestre na Igreja Gnóstica. Eu estava em meu trabalho, pois eu sempre, todas as noites me cabe trabalhar, quando me esqueci de perguntar algo ao Mestre, e me fui para a igreja. Entrei. O Mestre estava conversando com outro; e, com o afã de voltar ao meu trabalho: Mestre, que, blá, blá, blá... “Ajoelha-te aí!”.. Na metade do salão da Igreja Gnóstica ajoelhado, três horas.

Entravam e saíam os Mestres e os demais condiscípulos meus e me olhavam aí como uma estampilha na metade do salão aí.

Depois de três horas foi que me levantou o castigo e disse: “E é para que... você não é mais importante que esse senhor que estava falando comigo, não sei quê....”.

Bem, me pegou, porém, que ralhada tão horrível, depois de três horas ajoelhado. Lá nos dão uma disciplina muito rígida. Muito!

P. – E por que não se traz essa disciplina ao físico, Mestre? Por exemplo, se recebemos esses castigos lá, por que não trazemos isso ao físico?

V.M. – Porque, olhe, é que ao se despertar, quando se volta ao corpo, desperta, e com um braço que mova ou se mova, já perdeu a recordação. Temos que despertar; sabe-se que se despertou, abriu os olhos, feche os olhos e trate de recordar, e verá que recorda, sim! Porém, como a gente se move, já perdeu a recordação.

P. – No Centro de Frankfurt, perguntam se este mantram Raom-Gaom, para recordar os sonhos, se isso é recomendável ensiná-lo ou é uma perda de tempo?

V.M. – Olhe, o melhor mantram é o que lhes estava dizendo: Não se mover. Nem uma mão nem nada. Quieto e feche os olhos e trate de recordar e aí se lembra tudo.

P. – Mestre, também com respeito à morte, isto que nos diz o Mestre Samael, de que a luxúria se trabalha toda a vida, associada com outro defeito. Como devemos entendê-lo?

V.M. – Toda a vida, toda a vida. A luxúria são milhares e milhares de demônios.

P. – Como qualquer outro?

V.M. – Sim, o mesmo, igual, ou melhor dito, não há exceção dos nossos defeitos. Todos têm o mesmo alimento, suas ramificações, manifestações diminutas. Por exemplo: Há uma dama aí. Eu lhe pus o meu braço. Que é? Um detalhe, uma manifestação de luxúria aí está. Ah! Dar a mão à dama, apertá-la, é uma manifestação da luxúria. Sim, é que não, não, não, são milhares e milhares de detalhes e em tudo se manifestam.

P. – Que não são somente fatos externos, senão também pensamento ou impulsos ...

V.M. – Não, não, não, não! Lançar um galanteio a uma mulher pela rua, por aí, já isso é um detalhe de luxúria.

P. – Diz-se para uma amiga: “Que linda estás hoje!”.

V.M. – Já aí está.

P. – E a gente pensa que isso não é.

V.M. – Não, sim, é!

P. – Ou não se diz nada e se pensa?

V.M. – Porém, pensa, Sim?

P. – Isso é o que o Mestre Samael queria, que a vida fosse edificante e dignificante. Isso é, elevar o...

V.M. – Sim, sim!

P. – Que trabalho é necessário para o traço psicológico?

C. – Ela quer saber o traço psicológico principal, o traço característico que se tem que buscar.

V.M. – Buscá-lo. Bem, com este trabalho já praticamente aí vai. Entra-se como um soldado, enfrentando um grande exército, para se defender. Ao primeiro que assomou, a esse se lhe deu. Sim? Aí se lhe deu!

C. – Deve ser terrível essa batalha!

V.M. – Essa é a Grande Batalha de que fala a Bíblia. Essa é a Grande Batalha! Um contra milhares e tem que se jogar o tudo pelo tudo aí.

P. – E essa solidão que se sente nesse trabalho! Isso, às vezes, pensa-se que se está pondo...

V.M. – Não. E há vezes em que a gente se sente abandonado pelas hierarquias e de todo o mundo; abandonado totalmente. Sente-se e se vê. E se é no interno, é pior lá. Lá, sim, é notório, porque se vai por seu caminho. Nem Mãe Divina, nem hierarquias, nem ser humano nem nada. É totalmente só. Totalmente.

P. – No interno?

V.M. – No interno. Porém, sim, existe alguém... melhor dito, todos têm as vistas postas sobre nós. Todas as hierarquias, porque não é que se esteja abandonado, a gente se sente e se vê abandonado. Porém, mentiras! Abra alguém a boca e peça auxílio, para que veja. Instantaneamente tem a ajuda. Porém, a gente se vê só totalmente.

P. – E como se manifesta isso fisicamente aqui? A vida se torna...

V.M. – Bem, aqui há iniciações, por exemplo, em que se volta todo mundo contra. Para mim até a mulher, os filhos, os gnósticos, todo mundo me voltou as costas.

Eu enfermo numa cama, e sem um centavo com que me curar, com que comprar nem uma pastilha. E eu durei vários dias, meses, melhor dito, nesse estado. E aí é onde a nossa mente nos ataca por todo lado.

Recordo-me que o ego me dizia: “Onde estão as hierarquias de que tanto falas? Onde estão teus amigos, onde estão os gnósticos? Deixa disso!”. Sim, assim, porém, claro. Ouve-se tudo.

Você sabe, enfermo, estendido numa cama, sem poder caminhar, sem um centavo, e até a mulher e os filhos voltados contra. Ah! Todo mundo, ninguém me visitava. Ah!... E aí, para acabar de completar, por exemplo, já se aborreceram muito de me ter aí, e foram e me levaram ao hospital de Ciénaga. Botaram-me aí de caridade e não voltaram para me ver. Ninguém! É duro, é duro, porque então aí o ego aproveita esses momentos para nos querer tirar do ensinamento, fazer-nos ver que as hierarquias, isso é palha, que os gnósticos, que a Gnose, que isso foi inventado por um homem... Enfim, todas essas coisas, porém, uma série de coisas que nos chegam.

P. – Que nos podem tirar?

V.M. – Sim, nos podem tirar.

P. – Mestre, as práticas que temos postas nos grupos, que fazemos em grupo, de morte do ego, como poderíamos então agora fazer para enfocá-las?

V.M. – Bem, podem segui-las, porque o calor do grupo dá força; podem segui-las assim, não? Porque, sempre a união faz a força. Necessita-se dessas reuniões, todas essas coisas, porque têm mais ou menos os mesmos fins. Então, formam uma força que nos serve individualmente a cada um.

P. – Porém, já haveria temas que já se poderia não ensinar?

V.M. – Por exemplo, este tema para mim é básico e fundamental para todos os grupos, todo estudante. O que queira morrer que comece por aí, do contrário não morre nunca. E aí está a prova: Quanta gente de vinte, trinta anos, vivinhos! Por quê? Porque trabalhavam como o havia indicado o Mestre sem se recordar dos detalhes. Não havia quem, em realidade, explicasse os detalhes. O Mestre o explicou, porém, muito diferentes os termos: “Morrer de instante em instante, de momento em momento”. Ele o explicou, porém, então não entendíamos.

P. – Fundamentalmente é lançar-se de cheio, dar-se limão a todas as horas, não? Como se diz, ou negar-se a si mesmo em todo momento, não?

V.M. – Olhe, para a gente se negar, necessita-se haver-se conhecido muito bem. Quando se sabe que não se é nada, é uma sombra, é um lixo ante as hierarquias, é quando se desperta e nos cabe entrar nos templos sagrados, o que nos dá remorso, nos dá vergonha de nós mesmos, de ver que, por onde se passa se deixa a mancha. Então, aí a gente se dá conta que não se é nada, porém, nada! Sim? Dá vergonha para nós, como que nos arrependemos de nós mesmos, de ver a situação em que estamos ante as hierarquias.

Então, aí, sim, começa-se verdadeiramente a compreender que não se é nada, e então, a rechaçar todas essas vaidades e todas essas nossas coisas ilusórias, que fazem ilusão em nós.

P. – Porém, muitas pessoas, Mestre, por exemplo, com isto de que nós não somos nada, então formam um problema. Há um problema físico, sim, coisas da vida. Dizem: “Isso não tem importância! Total, não somos nada. Para que nos identificar com essas tolices da vida?”.

V.M. – É que se deve atuar de acordo com a dimensão onde nos encontramos, porque aqui temos problemas físicos, resolvê-los fisicamente, claro!

P. – Não deixá-los assim, assim como veio, se vai...

V.M. – Não, não, não, não !

Observem agora, por exemplo, aqui na Colômbia. Eu fiz um curso de diplomacia, muito bem feito, nos mundos internos, e tirei boas qualificações, como diplomata. Utilizei a diplomacia aqui, fisicamente, no Movimento. Que estava acontecendo? O Movimento ia para baixo, todo, porque então se aproveitam disso para fazer maldades e fazer tudo, cada qual o que lhe dá na gana.

Então, agora me coube, e na vez anterior, na outra Assembléia, lhes disse: Vou manejar o Movimento com vara de ferro! Isso deve estar gravado. E comecei a manejar com vara de ferro. Por quê? Porque já estavam abusando demasiado. Então, neste mundo nos cabe desenvolver-nos assim. A diplomacia prejudica. É melhor a verdade duma vez, já!

Foram milhares de estudantes os que se foram aqui, à pique, na Colômbia, porque mandei fazer uma revisão geral e isso ficou em nada. Os que estavam em ordem, ficaram, e os que estavam em sua desordem e queriam fazer da Gnose o que lhes dava na gana, fora com eles! Uma escolha.

Eu lhes falei muita da seleção e ninguém lhe quis dar bolas, não, à seleção. Agora que se fez uma seleção, tirou-se uma quantidade de lixo, e fica o que mais ou menos se vê que possa servir. E assim, assim é.

O Movimento Gnóstico, não se imagine nenhum de vocês, nem se façam ilusões, de que é quantidade, não! Buscamos uma qualidade. Pode ser um, um só, nada mais. Porém, a qualidade é a que vale, não a quantidade.

À quantidade se entrega o conhecimento, como obrigação nossa; porém, o que não aproveitou, não aproveitou. Já!

Como foi agora, dias, por exemplo, tínhamos uma reunião no tribunal. A ordem máxima foi: “O que esteja contra o Espírito Santo, pecando contra o Espírito Santo, e contra o Cristo, ao abismo!”.. Ordem da máxima autoridade de lá.

P. – Toda a humanidade ou gnósticos?

V.M. – O que caia, gnóstico ou não gnóstico. Então me pareceu muito dura, pareceu-me demasiado cortante. Então apelei, porque me recordei de que existem pessoas que têm muita boa intenção e estão começando a trabalhar, não? E querem verdadeiramente superar-se.

Então lhes disse eu: Não estou de acordo com essa ordem, porque há pessoas que estão começando agora mesmo um trabalho, que chegaram ao conhecimento e estão começando um trabalho. Então, a essas pessoas não se pode mandá-las ao abismo. Em vez de mandá-las ao abismo, devem ser ajudadas em todo o sentido, para que essas pessoas possam verdadeiramente surgir, ou, senão, não surgiria ninguém!

Aceitaram, aceitaram-me a sugestão que lhes fiz, porque me pareceu muito duro.

P. – Mestre, referente a esta pergunta. Em nosso grupo, na Alemanha, temos uma dama, que é da Fase B Avançada, e ela ficou praticamente bloqueada aí, porque ela diz, ela não faz o segundo fator, porque, de acordo com ela, ela tem que ser um pouquinho melhor, pura, no sentido de mais limpa, para fazer o segundo fator. E eu lhe disse: “Temos que começar a fazer esse segundo fator; porém, conhecendo-nos, estando atentos à manifestação do eu da luxúria”.

V.M. – É que, olhe, está perdendo o tempo essa dama aí. No caminho é que se acertam as cargas.

P. – Porém, não lhe entra, Mestre, é que não lhe entra!

V.M. – Bem, já um capricho. Porém, honradamente, está perdendo o tempo. Se alguém começa a se preparar, “até que não esteja preparado, não vou entregar o conhecimento à humanidade”, não o entrega nunca. Todos começamos por zero. Temos que começar. O importante é começar já. Todos partimos do zero e estamos no zero, pode-se dizer.

P. – A desculpa dela é que ela diz que não quer ser utilizada, porque se sente como utilizada, que agora somente a utilizam com um só fim, de que seu esposo quer surgir, alçar-se e ela não tem essa chance.

V.M. – Porém, olhe, por que esse complexo das mulheres, bem que nós mesmos temos tido a culpa. Porém, se a mulher tem as mesmas possibilidades do varão, o mesmo, exatamente igual. Até, no caminho iniciático, têm mais preferência as mulheres que nós. Há preferência pela mulher. Então, têm toda a ajuda. E por que então se metem esses caprichos?

Olhemos: Eu sou muito macho, que não sei quê, você que é lunar e que eu, solar! Qual solar? Se eu não fabriquei meus corpos solares, sou lunar, tanto como qualquer velha, como uma mulher, exatamente igual. Então, qual é o positivo e o negativo? Tanto a mulher é negativa, como nós somos negativos também. É exatamente igual. Então, tirem-se esse complexo da cabeça. Tirem-se isso, porque isso está mal.

De modo que, pois, se a gente não fabricou os corpos solares, somos uma dama nos mundos superiores; somos uma dama que usa até saia.

P. – Porém, as mulheres, no interno, são homens?

V.M. – Porque elas, pelo complexo delas, sempre desejam, no fundo delas, ter sido varões. E, então, lá assumem a figura do varão, com os órgãos e tudo do varão. E nós de dama. Imaginem-se vocês o inverso, lá, namorando-nos vocês a nós (riso), não? De verdade, isso é certo.

P. – Porém, esse complexo vem desde crianças, Mestre.

V.M. – No Movimento Gnóstico temos que tirar esse complexo à dama. As damas têm o mesmo direito que nós, exatamente igual.

P. – Também dizem que a mulher não pode chegar aos últimos graus iniciáticos. Isso não é verdade?

V.M. – Pode liberar-se com o corpo feminino, isso não lhe impede, não tem nada. Então Deus, ou as hierarquias, seriam injustas em fazer deficiente à mulher e a nós não. Então não haveria justiça aí, não? Então temos as mesmas possibilidades, o mesmo. Têm que se tirar esse complexo as damas e nos grupos gnósticos explicar isso, para que se vão tirando esse complexo, porque esse complexo, no fundo, as prejudica. Não?

P. – Sim, é certo, Mestre, porque, por exemplo, a mim me agrada ser clara com... agrada-me dialogar com as damas, com os cavalheiros assim à parte, quando me dou conta que, tam! E um dia me agarrei e me dizia: “Que te acontece, fala-me, sou igual que tu!”. Eu me dizia: “A mim me utilizam, eu me sinto utilizada, eu não quero fazer o segundo fator, até que não esteja limpa!”.. Outra coisa, as hierarquias não falam de damas. Por que essa discriminação?

V.M. – Vou dizer-lhes por que não se fala das damas. Porque uma dama que fabricou seus corpos solares, passa a ser um Mestre lá. Ponhamos bem cuidado nisso. Lá não se tem conta a parte feminina, senão é a construção de seu próprio templo, porque passam a ser Mestres. Então, a parte feminina lá se perde, não se tem em conta.

P. – E a masculina também?

V.M. – Sim, também. Sim, porque, se você não trabalha, é uma dama lá. Então, tirem-se esses complexos da cabeça. Tirem-se isso, porque as hierarquias não falam das Mestras ou tal coisas, porque lá é o Mestre fulano de tal, o Venerável Mestre fulano de tal. Pode ser o corpo, aqui, de uma dama, não importa. É o trabalho que se olha e se mede. Isso!

P. – Mestre, em conferências públicas, pelo menos na Espanha, já estamos falando sobre a supra-sexualidade e o trabalho com o segundo fator. Ao longo do temário também se fala em alguns temas, até que se chega ao tema 25 da Fase B, parece-me que é no novo temário, dá-se o arcano. Então, a pergunta é: Se não lhe parece que é um pouco tarde, porque a experiência que estamos recolhendo é que com toda esta informação e os livros do Mestre Samael, porque os lêem, claro, pois as pessoas se lançam a fazer as práticas com o segundo fator.

V.M. – Não, isso temos que lhes dar, a orientação, bem, desde o começo, sobre o arcano, para que não cometam erros. Sim?

P. – Então, o senhor não vê mal que se entregue o arcano prontamente, na Fase A inclusive?

V.M. – Na Fase A, porque o casado tem que ter a orientação, e se não se lhe dá a orientação, comete erros.

P. – Concretamente, um casal, por exemplo, nos delineava, haviam lido – estão na Fase A – haviam lido já algum livro do Mestre Samael e estavam escutando como se falava da sexualidade. Então eles diziam: “Já fazer da sexualidade o que fazíamos antes, pois não nos sentimos a gosto, porque vemos que não é correto”.. Porém, tampouco sabiam como fazer o novo. Bem, neste caso se lhes deu a prática.

V.M. – Claro!

P. – Porém, existem alguns instrutores muito reacionários para falar em público, em seguida, destes temas. Mais para o final...

V.M. – Não, isso se pode dar menos da metade da Fase A. Entregá-lo, porque isso é uma necessidade.

P. – Sobretudo às pessoas que estão casadas, que já podem começar a praticar?

V.M. – Sim, explica-se aos casados e solteiros, porque essa é uma base e não a podemos calar.

P. – Creio que há uma orientação sua que me parece muito razoável: Que um homem a dê aos homens e uma mulher às mulheres.

V.M. – Sim.

P. – Para que haja mais confiança?

V.M. – Sim, mais confiança, mais confiança, claro! Sim, isso sim, fica bem!

P. – Mestre, já o senhor sabe como somos gulosos. Se o senhor já está cansado...

V.M. – Olhe, eu os convido, se querem, às seis da tarde, porque eu quero aproveitar o tempo ao máximo; pode ser às cinc

28/08/2009

Assinalando Delitos

Assinalando Delitos

O discípulo que se queira meter pelo caminho augusto, estreito e difícil que os leva à Luz, tem que se retirar de todas as escolas espiritualistas. Essas escolas estão cheias de "sublimes delitos". Essas escolas são jaulas de ouro cheias de "formosíssimas víboras venenosas". Nessas escolas abundam "místicas maldades". Ao amparo da divina frase: Fraternidade Universal, se cometem os piores delitos previstos no código penal. Nos dá dor dizer isto, mas a complacência com o delito é também um delito. É tão mau calar quando se deve falar, como falar quando se deve calar.
Quiséramos calar, mas não só se paga karma pelo mal que se faz, como também pelo bem que se deixa de fazer podendo-se fazer. Assim pois não podemos calar isto. Amamos muito a humanidade e necessitamos assinalar o delito, tocar a chaga com o dedo, para não cair no delito de complacência com o delito. Se não disséramos estas coisas nos deitaríamos um horrível karma em cima. O karma dos cúmplices e covardes. A verdade ainda que dura é a melhor amiga. Todas as escolas, ordens e lojas espiritualistas são jardins deliciosos entre os quais resplandecem ninhos de perigosas víboras e flores venenosas cheias de aroma. Nessas escolas há encantos "inefáveis", que nos levam ao abismo. Sublimes teorias que nos podem conduzir ao precipício. Doces sorrisos que nos levam à desgraça. O ópio das teorias é mais perigoso que a morte. Essas gentes estão cheias de hipocrisia e fanatismo. Os irmãos espiritualistas com uma mão abraçam e com a outra cravam nas costas o agudo punhal da traição. Os irmãos espiritualistas sempre encobrem suas piores maldades com sorrisos e palavras dulcíssimas. Não temos o ânimo de criticar a nenhuma pessoa em particular porque isto não é devido.

Outros se entregam ao hipnotismo dizem que para fazer bem. Assim é como o delito se viste de Santo. O hipnotismo é pura e legítima magia negra. Quando se abre uma nova escola de magia negra a primeira vítima é o Mártir do Calvário. Falam em nome de Ele, para que os sequazes acreditem e em nome de ELE levantam dinheiro, em nome de ELE ensinam magia negra, em nome de ELE cerram as portas do Éden aos demais, em nome de ELE seduzem ingénuas donzelas, em nome de ELE adulteram e fornicam misticamente os devotos, em nome de ELE se conseguem propriedades, etc. Cristo foi um bom negócio para todos esses irmãozinhos.

Os Santos também fizeram muitos males com suas virtudes. Em verdade vos digo irmãos meus, que até com as virtudes podemos causar dano a outros, quando não sabemos usar as virtudes. "Amor é lei, mas amor consciente". A complacência com o delito, também é um delito.

As pessoas desse ambientes não conhecem a morte Ego pluralizado portanto não praticam e isto já mais do que suficiente para afirmar que tais locais possuem um campo não favorável para o nosso despertar da consciência. É aceitável deduzir por lógica e comparação que nesses lugares cheios de teorias e fantasias intelectuais deêm ao surgimento de larvas astrais assim como acontecem nos cinemas.

Evidentemente temos que evitar esse dois tipos de antros. Obviamente filmes e teorias não levam ao despertar da consciência.

23/08/2009

A Limpeza de ambiente com o mantram Belilin

CONJURAÇÃO DO BELILIM

É castigado por Deus todo aquele que ensina sem praticar
Sobre a conjuração do Belilim eu não recomendo o seu uso e sua prática.
Um dos mandamentos de Deus é viver consciente.
Em magia, É mago negro aquele que abusa do que não conhece, e não faz a vontade

de Deus.
É mago branco aquele vive consciente , usa o que sabe, e faz a vontade de Deus.
É mais sensato pedir proteção a Deus.

Esta conjuração é a do Belilin, que um cântico mântrico que o anjo Aroch entregou ao Mestre Samael.
"Belilin, Belilin, Belilin,
Ânfora de Salvação,
Quisera Estar Junto a Ti,
O Materialismo Não tem Força Junto a Mim,

Belilin, Belilin, Belilin."
(repetir por 03 vezes)


Em vós, portanto, Senhor meu Deus, é que ponho toda a minha esperança e refúgio; a vós entrego todas as minhas tribulações e angústias; porque tudo quanto vejo fora de vós acho fraco e inconstante. Nada me aproveitam os muitos amigos, nem me poderão ajudar os homens, nem os prudentes conselheiros me darão conselho útil, nem os livros dos sábios me poderão consolar, nem qualquer tesouro precioso me poderá salvar, nem algum retiro delicioso me proteger, se vós mesmo não me assistis, ajudais, confortais, consolais, instruís e defendeis.


Pois tudo que parece próprio para alcançar a paz e a felicidade nada é sem vós, nem pode trazer-nos a verdadeira felicidade. Vós sois, pois, o remate de todos os bens, a plenitude da vida, o abismo da ciência; esperar em vós acima de tudo é a maior das consolações dos vossos servos. A ti, Senhor, levanto os meus olhos, em vós confio, Deus meu, Pai de misericórdia! Abençoai e santificai minha alma com a bênção celestial para que seja vossa santa morada, o trono de vossa eterna glória, e nada se encontre nesse tempo da vossa divindade que possa ofender os olhos de vossa majestade. Olhai para mim segundo a grandeza de vossa bondade e a multidão de vossas misericórdias e ouvi a oração do vosso pobre servo desterrado tão longe, na sombria região da morte. Protegei e conservai a alma do vosso mísero servo entre os muitos perigos desta vida corruptível, e com a assistência de vossa graça guiai-o pelo caminho da paz à pátria da perpétua claridade. Amém.

DESDOBRAMENTO ASTRAL e o mantra FARAON

O MATRIMÔNIO PERFEITO

Samael aun Weor

CAPÍTULO 23 A SERPENTE VOADORA


Com lágrimas nos olhos e com profunda dor no coração passo a falar em coisas que não deveria falar, pois isto é como lançar pérolas aos porcos, porém, como a pobre humanidade doente as necessita, vejo-me na contingência dolorosa de dizer algo sobre a Serpente Voadora.

O PÁSSARO SERPENTE

No Popol Vuh dos Maias, a Ave e a Serpente figuram como criadores sexuais do Universo. Tepen e Cucumatz enviam um Gavião ao imenso mar da grande vida para trazer a Serpente com cujo sangue maravilhoso convertem em massa o milho amarelo e branco. O Popol Vuh diz que com esta massa de milho branco e amarelo misturados com o sangue da Serpente e Deus Tzacol formou a carne da gente. A Ave representa o Espírito Universal de Vida. A Serpente representa o Fogo Sexual do Terceiro Logos. O sangue da Serpente indica as águas do Gênese, o grande esperma universal, em cujas águas está o gérmen de toda vida. Estas águas são o sangue da Terra, segundo o filósofo Maia. o Ens Seminis, ou Sêmen Cristônico,A Deusa Coatlicue é a Mãe da Vida e da Morte (o Ens Seminis).

Realmente o Fogo Sexual do Terceiro Logos faz fecundas as águas da vida para que surja o Universo.

Na Teogonia Maia, dois Deuses intervêm na criação: um dando a vida e a forma ao homem e o outro dando a consciência. O Terceiro Logos faz fecundas as águas da vida e quando estas se tornam fecundas intervém o Segundo Logos, infundindo consciência em todos os organismos. Os veículos de ação de todas as forças logóicas são os Deuses inefáveis.

O Gavião H' CH' UUY' a ARARA MO, o falcão X' CEN CEN BAC. O e a Serpente TAPIR TZIMINK, AAXCAN são os fatores básicos dos Mitos Geogênicos Maias. Estes símbolos se utilizam exotericamente e esotericamente. No campo exotérico ou público simbolizam fatos de tribo, acontecimentos históricos, etc. No aspecto esotérico ou secreto, a questão é altamente científica, profundamente filosófica, sublimemente artística e tremendamente religiosa.

Entre os Maias, o paraíso terrestre é Tamoanchan, o lugar sagrado do Pássaro Serpente. Tamoanchans são de fato os Iniciados da Serpente. O Mito dos Tamoanchas é o mesmo do Pássaro Serpente. Os Tamoanchans descendem dos Toltecas, Ulmecas e Maias.

Os Astecas, depois de muitos sofrimentos, chegaram ao Lago de Texcoco, símbolo do Sêmen Cristônico, onde encontraram o Pássaro e a Serpente, a Águia e a Cobra. Cabe aos Astecas a alta honra de haverem fundado a Grande Tenochtitlan sob o fundamento da Sabedoria da Serpente.

A Serpente Emplumada está falando claramente do Pássaro Serpente. A serpente emplumada foi identificada com Quetzalcoatl, O Cristo Mexicano. Quetzalcoatl sempre está acompanhado dos símbolos sagrados da Águia e da Serpente. A Serpente Emplumada diz tudo. A Águia do Espírito e a Serpente de Fogo nos convertem em Deuses.

O Quetzal dos Maias é a Serpente Emplumada, o Pássaro Serpente.

O CADUCEU DE MERCÚRIO

O Caduceu de Mercúrio simboliza a Medula Espinhal, com suas duas Serpentes que indicam os canais Ida e Pingala, por onde sobem os átomos solares e lunares até o cérebro, os quais são os sustenidos e bemóis do grande fá que ressoa em todo o Criado.

O Akasha sobe como fogo flamígero pelo canal medular e seus dois pólos de energia fluem por Ida e Pingala. Do canal medular e de seus dois canais que, como serpentes se enroscam na espinha dorsal, origina-se uma circulação que parte do conduto central e depois distribui-se por todo o organismo.

Ida e Pingala partem dos órgãos sexuais. Ida está à esquerda do canal medular e Pingala à direita.

Na mulher, esta ordem é invertida, sendo que as linhas terminam na medula alongada. Este par de cordões é semi-etérico, semi-físico, correspondendo às dimensões superiores do espaço.

AS ASAS ÍGNEAS

Quando os Átomos Solares e os Lunares se unem na base da Espinha Dorsal, desperta então a Serpente Ígnea de nossos mágicos poderes. Esta sobe lentamente em meio às delícias inefáveis do Matrimônio Perfeito. A Serpente goza com o encanto do amor.

Quando a Serpente chega à altura do coração, recebemos as Asas Ígneas, as Asas do Caduceu de Mercúrio. Então a Serpente passa a ter plumas: é o Quetzal, o Pássaro Serpente, a Serpente Emplumada.

Todo o Iniciado que se converte em Pássaro Serpente pode voar nos Mundos Superiores. Pode entrar nos distintos departamentos do reino. Pode viajar em corpo astral à vontade. Pode viajar com os veículos super-astrais. Pode viajar em corpo físico na quarta dimensão, pois é um Pássaro Serpente.

A Serpente Pássaro pode escapar de um sepulcro fechado, pode caminhar sobre as águas, como o demonstrou Jesus, o Cristo; pode atravessar uma rocha de lado a lado, sem sofrer nenhum dano, como demonstraram os discípulos do Buddha; pode voar pelos ares com seu corpo físico, etc.

FARAON

Ida é masculino e Pingala é feminino. Eis os sustenidos e bemóis do grande Fá que ressoa na natureza. FÁ - Corresponde aos átomos solaress; RA - aos átomos lunares; ON - ao Fogo Flamígero, que sobe pelo canal central. Torna-se necessário aprender a tocar estes sustenidos e bemóis com o poderoso Mantram FARAON para sair em Corpo Astral consciente e positivamente.

Com os Mantrams destes sustenidos e bemóis podemos sair em Astral. No Egito, o Iniciado, ao receber as Asas Ígneas, era condecorado no Templo com um par de asas, que eram fixadas na túnica, na altura do coração.

Ao abrir suas Asas Ígneas, Jesus de Nazaré foi condecorado pessoalmente pelo Faraó do Egito.

A posição em que se deitava Jesus para sair em Astral era a mesma do Chac Mool. Cabeça bem baixa, sem almofadas; as plantas do pés sobre o leito, com as pernas flexionadas e os joelhos voltados para cima. Assim, o grande hierofante adormecia, tocando sua Lira maravilhosa da espinha dorsal. Todo o Mantram FARAON divide-se em três sílabas, assim; FA-RA-ON. O FA é da escala musical. O RA deve ser vocalizado como um duplo R em um tom grave. ON lembra-nos o Mantram OM da Índia, em que a letra M é substituída pela letra N.

FARAON deve ser vocalizado com o grande FA que ressoa em todo o criado.

É aconselhável vocalizar mentalmente. O discípulo deve adormecer cantando este Mantram, com a Imaginação e a Vontade concentradas nas Pirâmides do Egito. É necessário muito exercício e muita paciência.

A SERPENTE VOADORA

Os Magos Brancos e os Magos Negros utilizam-se da Serpente Voadora para viajar em corpo astral, ou para colocar o corpo físico em estado de Jinas.

Em meditação profunda, os Magos Brancos sabem rogar e suplicar à Serpente de Bronze, a fim de que os transporte a qualquer lugar da terra e mesmo do cosmos. E a Serpente Voadora os transporta.

Os Magos Negros rogam à Serpente Tentadora do Éden e esta os leva para o abismo, ou para os Salões de Bruxaria, ou para os conluios de bruxas.

A Serpente de Bronze sobe pelo canal medular. A Serpente Tentadora desce desde o cóccix para os infernos atômicos da natureza. Trata-se da cauda de Satã. Os Diabos têm o poder na cauda.

Bendita seja a Divina Mãe Kundalini. Benditos sejam os que voam com o poder da Mãe Adorável.

Desgraçados aqueles que se movem com o poder da Santa Maria (A Serpente Tentadora do Éden, o Kundalini baixando). Infeliz daquele que voar com o poder tenebroso da Santa Maria, pois que para eles será o abismo e a segunda morte.

ESTADOS DE JINAS

O ponto é uma fração transversal da linha. A linha é uma fração transversal do plano. O plano é uma fração transversal do corpo. O corpo é uma fração transversal de um corpo tetradimensional, isso é, de quatro dimensões. Todo corpo é tetra-dimensional, tem quatro dimensões. A quarta coordenada, ou quarta vertical é o fundamento básico de toda mecânica. O espaço inter-molecular corresponde à Quarta Dimensão.

Neste mundo tri-dimensional: comprimento, altura e largura, jamais podemos ver um corpo completo. Só vemos lados, planos, ângulos, etc. A percepção é, pois; incompleta e subjetiva.

Na Quarta Dimensão, a percepção é objetiva. Lá vemos os corpos pela frente, por trás, por cima, por baixo, por dentro, por fora, isto é, completos. Na Quarta Dimensão, todos os objetos aparecem de forma completa e simultânea, pois a percepção lá é objetiva.

Com o poder da Serpente Voadora, podemos tirar o corpo físico do mundo das Três Dimensões e passá-lo para a Quarta Dimensão. E em estados ainda mais avançados, podemos levar o corpo físico para a Quinta ou Sexta Dimensão.

SERPENTES QUE VOAM

Ao visitarmos a Província de Magdalena, na Colômbia, descobrimos assombrados serpentes que voam. Existem feiticeiros, nas selvas desta região, que sabem enviar serpentes voadoras às suas odiadas vítimas. Esses feiticeiros utilizam-se de processos muito raros. Geralmente, esse tipo de feiticeiros dedica-se a curar as vítimas de mordedura de cobras venenosas, que tanto abundam nos trópicos. Há muitos feiticeiros curandeiros de gente mordida por serpentes. Neste ofício existe também muita competição e muita guerra misteriosa entre estes feiticeiros, que costumam usar a quarta dimensão para transportar, à distância, certo tipo de serpente artificial à residência de seus inimigos. O processo é, ao mesmo tempo, simples e maravilhoso.

O elemento que utiliza o feiticeiro para fabricar serpentes é a fibra vegetal da camada externa do tronco da bananeira. A referida fibra, convertida numa pequena corda de apenas 1 ou 2 metros, converte-se em cobra artificial. O feiticeiro faz sete nós na fibra vegetal como para simbolizar as Sete Igrejas da cobra e depois, passeando, reza as suas secretas orações mágicas. O clímax desta operação mágica é o instante em que o feiticeiro, cheio de frenesi, lança a fibra vegetal no espaço, fibra esta que se transforma em serpente ao penetrar na quarta dimensão. O mais grave é que a tal serpente voadora cai novamente na terceira dimensão, mas dentro da distante casa do odiado inimigo. Comumente este último costuma ser algum competidor do ofício. Se a vítima tiver o corpo bem preparado, é claro que a serpente não pode causar-lhe dano, porém, se o corpo da vítima não estiver preparado, a serpente morderá exatamente o coração da vítima, que cairá morta imediatamente. Habitualmente os feiticeiros preparam o corpo com ervas especiais para defenderem-se de seus inimigos. A fibra vegetal que eles usam para estes atos criminosos recebe o nome indígena de "majagua de platano". Não há dúvida de que esses feiticeiros usam o poder da serpente tentadora do Éden (a cobra que desce) para realizar estes atos criminosos.

Se este feiticeiros podem fazer maravilhas dessa classe, isto é, converter uma fibra vegetal em serpente voadora, quanto mais poderá fazer um mago branco com a sua serpente voadora? A serpente voadora do mago branco é o Kundalini. o mago branco é realmente a serpente pássaro, a serpente que voa.

Os sete centros da cobra são onipotentes. A serpente alada é algo formidável. Com o poder do pássaro serpente o Mago pode tornar-se invisível à vontade, transportar-se pelos ares metido dentro da quarta dimensão, aparecer e desaparecer ante a gente assombrada, desatar trovões e furacões, apaziguar as tempestades, ressuscitar mortos, transmutar o chumbo em ouro, curar enfermos com a imposição das mãos, levantar-se do sepulcro ao terceiro dia e conservar seu corpo durante milhões de anos. A serpente pássaro é imortal, onipotente, sábia, amorosa e terrivelmente divina.

Os Guardiães dos Templos de Mistérios são Serpentes do Fogo. Com o poder da serpente pássaro podemos transportar-nos a outros planetas do infinito.

OS DUPLOS

Ensinamos, em todas nossas obras, vários sistemas para a saída em corpo astral. Muitas pessoas aprendem a sair e muitas não. Algumas pessoas leram algumas chaves de nossos livros, entenderam-nas, puseram-nas em prática e logo depois aprenderam a sair em corpo astral. Muitas outras pessoas praticaram com um ou outro sistema, sem haver conseguido nada.

Na prática pudemos comprovar que indivíduos de tipo muito intelectual, cheios de cultura livresca (os ratões de biblioteca), não conseguem sair à vontade em corpo astral. Ao contrário, as pessoas muito simples, os humildes campesinos, as pobres empregadas de família, conseguem-no às maravilhas. Isto nos fez pensar muito na questão e por isso investigamos cuidadosamente o problema. A realidade é que a saída em corpo astral não é de tipo intelectual. A saída astral corresponde muito mais ao sentimento e à emoção superior. Estas qualidades relacionam-se com o coração e não com o cérebro. O intelectual polariza-se exageradamente no cérebro e abandona de fato o mundo do coração. O resultado de sua falta de equilíbrio é a perda dos poderes psíquicos da alma. Infelizmente não se pode conseguir uma faculdade sem a perda de outra. Quem desenvolve o intelecto, fá-lo às expensas das faculdades psíquicas. O problema é grave porque não podemos de nenhum modo aprovar a ignorância e o analfabetismo. É lógico que a cultura intelectual é necessária.

A ignorância conduz a gravíssimos erros. Um ocultista analfabeto e ignorante pode converter-se num mitômano, ou num caluniador, ou no que é pior, num assassino. No mundo astral existem os duplos perversos das pessoas santas. Defronte ao Anjo Anael está o seu duplo perverso, o terrível demônio Lilith. Defronte a Elohim Gibor está o terrível demônio Andramelek. Defronte a qualquer cidadão de bem existe outro cidadão de mal. O pior disso é que a aparência do duplo perverso é idêntica ao Modelo de Luz. Se um adepto ensina magia branca, o seu duplo, o adepto negro, além de ter toda a aparência fisionômica, modos e postura, ensina a magia negra. Isto é gravíssimo e o ocultista ignorante pode facilmente confundir a "GIMNASIA" com a "MAGNESIA", convertendo-se de fato num caluniador de boa gente e, repetimos, até num assassino. Se um ocultista ignorante encontrasse sua esposa adulterando com algum amigo, no astral, poderia assassinar a ambos, caso fosse um ocultista esquizofrênico ou neurastenóide. Sua ignorância não lhe permite compreender que viu um par adulterando, ou um fato de uma reencarnação passada, etc. Se alguém tiver ciúmes e supuser que sua mulher lhe está sendo infiel com algum conhecido ou desconhecido, poderá projetar então suas formas em pensamento e depois vê-las no mundo astral. Se o sujeito for um neurastênico, ou um esquizofrênico ignorante, mas que sabe sair em corpo astral, poderá tomar a sério tudo o que viu e depois assassinar, confundido pelos ciúmes e pelas visões. Em virtude de ser ignorante não poderá compreender que viu suas próprias formas mentais projetadas inconscientemente. Tudo isso nos leva à conclusão de que é necessária a cultura intelectual. O interessante é saber agora como se reconquistam as faculdades psíquicas perdidas. Um homem cheio de uma brilhante intelecção iluminada e com todas as suas faculdades psíquicas em plena atividade é de fato, e por direito, um verdadeiro Iluminado. O ocultista necessita estabelecer um perfeito equilíbrio entre a mente e o coração. Quando a mente se congelou demasiado no cérebro, a saída em corpo astral à vontade torna-se completamente impossível porque há desequilíbrio. É mister por isso que os ocultistas intelectuais restabeleçam o equilíbrio entre a mente e o coração. Felizmente, existe uma técnica para restabelecer o equilíbrio perdido. Esta técnica é a meditação interna.

A todos aqueles intelectuais que nos escrevem, dizendo-nos que não conseguiram sair em Corpo Astral, com as chaves que lhes demos, receitamos uma boa dose diária de meditação interna. É urgente que bebam o vinho da meditação na taça da perfeita concentração.

O CÁRDIAS

O Cárdias é o centro magnético do coração. Esse centro acha-se maravilhosamente escrito nos versículos 22 a 27 de Shatchakra Nirupana. Vejamos: "O lótus do coração é da cor da flor Banadhuka e nas suas doze pétalas estão as letras Ka e a Tha com Bindhu sobre elas, de cor vermelhão. No pericárpio está o hexagonal Vayú Mandala de cor afumada e em cima o Survva Mandala com o Trikona, que reluz como se tivesse dez milhões de raios fulgurantes em seu interior. Sobre ele está o Vayú Bija, de cor de fumo, sentado em um antílope negro, com quatro braços e empunhando o acicate (Angkusha)." "No regaço de Vayú Bija está Isha, o de três olhos. Como Hangsa (Hangsabha) estende os braços em atitude de outorgar dons e desvanecer o temor". "No pericárpio deste loto e sentado num loto está a Shakti Kalini". "Tem quatro braços e leva o laço corrediço (Pasha), a caveira (Kapala) e faz signos de outorgar dons e desvanecer o temor". "É de cor dourada com vestimentas amarelas, adornadas com toda classe de jóias e uma grinalda de ossos.

Seu coração está suavizado com néctar". "No meio de Trikoma está Shiva, na figura de Vana-Lingga, com a meia-lua, e Bindu em sua cabeça". "É de cor de ouro e seu olhar é jubiloso e denota impetuoso desejo". "Debaixo dele está o Hangsa, semelhante a um Jivatma". "É como a tranquila chama de uma lâmpada". "Debaixo do princípio deste loto está o lótus vermelho de oito pétalas com a cabeça voltada para cima".

"Neste lótus vermelho está a árvore Kalpa, com seu altar enfeitado de jóias, encimado por uma toldazinha e adornado com bandeiras: é o lugar do culto mental".

A descrição indostânica deste chakra é maravilhosa. Menciona-se o número de pétalas, o princípio do ar (Vayú), Shiva, a força sexual, com seu lingam e a meia-lua, etc., etc., Assinalando-se o coração como o altar do culto mental, o centro maravilhoso da Meditação. Sobre o transcrito parágrafo hindu pode-se escrever muitos volumes.

O Cárdias é o centro magnético relacionado com as viagens astrais. Aquele que quiser conquistar o poder de sair em corpo astral à vontade, deve mudar inteiramente o seu tipo de vibração. E isto só é possível desenvolvendo o Cárdias.

A saída astral é mais de caráter emotivo e sentimental. O frio intelecto nada tem a ver com as saídas em corpo astral. O cérebro é lunar e o coração é solar. Para sair à vontade em corpo astral, é necessária a Emoção Superior, certo tipo de emotividade, o sentimento, uma super sensibilidade e o sono combinado com Meditação. Tais qualidades só se logram com o desenvolvimento do Cárdias.

O Shiva Samhita, falando sobre o Cárdias, diz: "O Iogue adquire imensos conhecimentos, conhece o passado, o presente e o futuro; tem Clariaudiência e Clarividência e pode ir pelos ares aonde lhe apraza; vê os Adeptos e as Deusas Ioguinas; obtém a faculdade chamada Khechari e vence as criaturas que se movem pelos ares". "Quem meditar diariamente sobre o oculto Banalinga, indubitavelmente logrará as faculdades psíquicas chamadas Khechari (mover-se pelos ares em corpo astral), ou adquirir também o poder de por o corpo em estado de Jinas. E Bhuchari (ir à vontade por todos os cantos do mundo)".

PRÁTICA

O devoto deve concentrar-se em seu coração, imaginando existirem ali raios e trovões, nuvens que voam perdendo-se no ocaso, impulsionadas por fortes furacões. O Gnóstico deve imaginar inúmeras águias voando pelo espaço infinito, que está dentro, bem no âmago de seu coração. Imagine também os bosques profundos da natureza, cheios de sol e de vida, o canto dos pássaros e o silvo doce e aprazível dos grilos do bosque. Adormeça o discípulo imaginando tudo isso, imagine ainda existir no bosque um trono de ouro onde se assenta a Deusa Kakini, uma mulher muito divina. Durma o Gnóstico meditando em tudo isso, imaginando tudo isso. Pratique uma hora diária e se praticar duas ou mais horas diárias, tanto melhor. A prática pode ser feita sobre uma cômoda poltrona, deitado no solo ou na cama, com os braços e as pernas abertas, em forma de estrela de cinco pontas. Deve-se combinar o sono com a meditação. Deve-se ter muitíssima paciência. Só com paciência infinita consegue-se essas maravilhosas faculdades do Cárdias. Os impacientes, aqueles que querem tudo rapidamente, aqueles que não sabem perseverar por toda vida, melhor seria que desistissem, porque não servem. Os poderes não se conseguem brincando. Tudo custa a ganhar e nada se consegue de graça.

O TEMPLO DA SERPENTE PÁSSARO

O coração é o Templo da Serpente Pássaro. É necessário saber amar. A Serpente Pássaro oficia no templo do coração tranquilo. é urgente ser devorado pela Serpente. O que é devorado pela Serpente, converte-se, de fato, em Serpente Pássaro. Só com a Magia Sexual, e o amor no coração desperta-se a Serpente que depois nos devora. Quando a Serpente chega à altura do coração, recebe as asas ígneas e então converte-se em Serpente Pássaro.

É imperioso saber viver a vida conjugal. As rixas entre os esposos são de Satã. Satã luta contra a Serpente Pássaro. Satã quer prejudicar a Grande Obra. Urge compreender a necessidade de tolerar os defeitos do cônjuge, porque ninguém é perfeito. Vale mais o trabalho na frágua acesa de Vulcano do que todos os defeitos do cônjuge. É uma tontice por a perder todo o trabalho só para satisfazer a Satã. O Templo Da Serpente Emplumada se acha no coração e não devemos profaná-lo, pecando contra o Amor. A senda do Matrimônio Perfeito ë sabedoria e amor.

Devemos amar conscientemente. Devemos adorar aos nossos piores inimigos, retribuindo com o bem o mal que nos fazem. Sabendo amar assim é que nos preparamos para a festa do coração tranquilo. Hermes Trismegisto disse na sua tábua de esmeralda: "Dou-te amor, no qual está todo o Sumum da Sabedoria".

OUTRO TIPO DE METE-MEDOS

Há muitos pseudo ocultistas e pseudo esoteristas que propagam mete-medos contra as saídas voluntárias em Corpo Astral. É falso e prejudicial para a Grande Obra do Pai meter medo à gente a respeito das saídas em Corpo Astral. Realmente, a saída em Corpo Astral não tem nenhum perigo, porque todos os seres humanos saem em Corpo Astral durante as horas do sono normal.

Infelizmente, todo mundo anda em corpo astral com a consciência adormecida, porque não sabe sair à vontade. Não existe perigo algum em tornar-se consciente de suas funções naturais, tais como beber, comer, casar e sair em corpo astral. Todas as citadas funções são inteiramente naturais. Se a saída em corpo astral fosse perigosa como afirmam os propagadores de mete-medos, já não haveria gente vivendo sobre a terra, porque todo o mundo sai em corpo astral e, o que é pior, com a consciência adormecida, nada acontecendo, no entanto.

Atualmente o planeta Mercúrio está saindo de uma Noite Cósmica e, à medida que for saindo de seu estado de repouso, as hierarquias do dito planeta tornar-se-ão cada vez mais ativas. Os Senhores de Mercúrio pretendem ensinar aos habitantes da terra de modo prático a arte de entrar e sair do corpo físico à vontade. Futuramente, todo ser humano deverá sair conscientemente em corpo astral, pois esta é uma Lei da Natureza, um mandamento cósmico. E tudo o que se opuser a este Lei é delito.

Na realidade, os propagadores deste tipo de Mete-Medos atuam inconscientemente como magos negros.

O principal objetivo do Espírito Universal de Vida é fazer-se auto-consciente em todas as dimensões do espaço. Em princípio o Espírito Universal de Vida não se conhece a si mesmo, é feliz mas não tem consciência de sua própria felicidade. A felicidade sem consciência de si mesma não é felicidade.

O Espírito Universal de Vida desce até a matéria para tornar-se consciente de si mesmo. A Grande Realidade surge de seu próprio seio, na aurora de todo Universo, contemplando-se no espelho vivente da natureza; assim é como chega a conhecer-se a si mesma. Cria-se desse modo uma atividade mental vibratória por meio da qual a Grande Realidade contempla suas imagens infinitas no cenário cósmico. Esta atividade, que saindo da periferia dirige-se ao centro é chamada Mente Universal. Todos vivemos submersos no oceano infinito da Mente Universal. A atividade intelectual da Mente Universal emana de uma força centrípeta. A toda ação corresponde uma reação. A força centrípeta, ao achar no centro sua resistência, é claro que reage e cria uma atividade centrífuga chamada Alma Cósmica. Esta Alma Vibratória é, por assim dizer, um Mediador entre o centro e a periferia, entre o Espírito Universal de Vida e a Matéria, entre a Grande Realidade e suas imagens cósmicas. o grande mestre Paracelso disse: "a alma é o produto da ação centrífuga da atividade universal, impelida pela ação centrípeta da imaginação do universo".

Atualmente o ser humano só possui dentro de seu fantasma astral um embrião de Alma, porém este embrião deve vigorar-se e auto-despertar-se. O despertar da Consciência Cósmica no homem é o acontecimento mais grandioso do Universo. Neste momento a Grande Loja Branca está profundamente preocupada com o despertar da consciência humana. Os Adeptos lutam intensamente, ensinando o ser humano a sair em corpo astral à vontade. Eles querem que a gente desperte e tudo o que for contra esta grande lei é delito. Todo o objetivo da descida do Espírito à Matéria é criar Alma e fazer-se auto-consciente. Quando dirigimos o poder mental ao interior de nosso próprio centro íntimo, a resistência que acharmos internamente causará sua reação e quando mais vigorosa for a força centrípeta que aplicarmos, tanto mais vigorosa será a força centrífuga resultante. Assim fabricamos Alma, assim vigorizará o embrião de alma e, finalmente, quando houvermos nascido como Serpentes Pássaros, absorveremos e assimilaremos totalmente dentro de nosso corpo astral a totalidade da Alma.

O despertar da Consciência é urgente. Quem aprende a sair em corpo astral à vontade pode estudar aos pés dos Grande Mestres de Sabedoria. No Mundo Astral encontramos o nosso Guru, que nos instruirá nos grandes mistérios.

Necessitamos abandonar o medo para ter a dita de visitar os campos do Paraíso. Necessitamos deixar o medo para ter a dita de entrar nos Templos do País da Luz Dourada. Lá sentaremos aos pés dos Grandes Mestres da Loja Branca. Lá nos fortaleceremos para a dura senda. É necessário que sejamos fortalecidos no caminho, é necessário que descansemos, a fim de recebermos instruções diretas dos lábios do nosso Guru. Ele, como pai amoroso, sempre nos aguarda em corpo astral para consolar-nos. Os Adeptos são verdadeiras serpentes voadoras.

22/08/2009

A Águia Rebelde de V.M.Rabolu 1de10

ÍNDICE

* PRÓLOGO
* INTRODUÇÃO
* CAPÍTULO I - A ÁGUIA REBELDE
* A Concentração -Transmutação das Forças Cósmicas - As Conjurações
* CAPÍTULO II - OS DETALHES E A MORTE EM MARCHA
* A Concentração - O Caminho Iniciático
* Os Corpos Solares
* CAPÍTULO III - OS SETE CENTROS
* Os Hidrogênios e as cores do Mercúrio
* O Arcano - A Morte em Marcha
* O Fogo Sagrado - A Meditação
* O Desdobramento Mental - A Concentração
* CAPÍTULO IV - A INICIAÇÃO E AS PROVAS
* Os Detalhes - A Morte em Marcha - A Família
* Os Três Fatores da Revolução da Consciência
* A Prova de Irene - O Cristo Íntimo
* CAPÍTULO V - A PRIMEIRA MONTANHA
* Os Corpos Solares - As Iniciações de Fogo As Provas - Os Detalhes - O Eu Causa
* A Humanidade Já Julgada
* Despertar a Consciência da Alma
* O Machismo e a Mulher
* CAPÍTULO VI - A SEGUNDA MONTANHA
* Os Corpos de Ouro ou Existenciais do Ser - O Nascimento do Cristo e a Lei dos Sete
* A Tríade - A Limpeza da Consciência
* CAPÍTULO VII - A TERCEIRA MONTANHA
* Quando a Águia Traga a Serpente
* As Iniciações de Luz
* CAPÍTULO VIII - PERGUNTAS SOBRE AS TRÊS MONTANHAS
* O Elixir da Longa Vida - O Cristo
* A Lei de Entropia e as Oitavas - A Humildade
* CAPÍTULO IX - CONCENTRAÇÃO E MEDITAÇÃO
* A Dualidade - A Meditação - Os Koans
* O Desdobramento Astral
* O Desdobramento Mental - O Relaxamento - As Cadeias - O Arcano
* CAPÍTULO X - PERGUNTAS FINAIS

PRÓLOGO

Esta primeira edição da obra denominada A ÁGUIA REBELDE, não é uma obra a mais das escritas pelo V.M. Rabolu. É o produto de uma necessidade premente, na qual a humanidade, confundida e desorientada no labirinto das teorias, encontra uma esperança que lhe dará a força necessária, para impulsioná-la até a conquista do Ser.

A presente obra tem origem numa série de entrevistas feitas com o V.M. Rabolu por estudantes da Gnose, provenientes do Velho Mundo (Europa), na qual o Mestre, no seu afã – para que a humanidade inteira receba guia e orientação mais simples que contribua na compreensão profunda do trabalho com os três fatores da revolução da consciência – expõe, de forma pedagógica, em seu estilo muito singular, nove temas que, por sua vez, nesta obra, serão distribuídos em dez capítulos.

A elaboração do texto foi com base na transcrição das fitas magnéticas, nas quais foram gravadas as exposições feitas pelo Mestre, no qual, em dita elaboração, foi feito um minucioso trabalho, confrontado com o Mestre, até compreender o inaudível e pouco claro que houvesse na fita, resultando deste trabalho um texto cem por cento original.

O V.M. Rabolu, na criação da Grande Obra, demonstrou ser uma ÁGUIA REBELDE, porque os fatos o confirmam. Sua obra não foi cimentada com base em teorias, senão em fatos.

Num princípio, como discípulo do V.M. Samael, foi, desde então, um inconformado consigo mesmo. Não ficou contemplando e admirando a teoria, senão foi diretamente à prática, para "não engolir conto de ninguém". Dedicou-se a experimentar na "própria carne" o ensinamento do V.M. Samael, através do esforço investigativo e, graças à sua tenacidade e rebeldia, conquistou a sabedoria, que muito humildemente ele nos expõe através do ensinamento, compilado neste livro.

Esta obra, amigo leitor, não é uma a mais para acumular teorias, para nos conformar em lê-la, senão para que sigamos seu exemplo e nos tornemos rebeldes contra tudo o que obstaculize o nosso desenvolvimento espiritual, fazendo desta, uma obra de fatos, baseada na experiência vivida.

INTRODUÇÃO

Eu havia dito, na Síntese das Três Montanhas, que não ia escrever mais, porque a gente lê e não sabe estudar. Porém, vendo-me na necessidade, por um livro que editaram em El Salvador , um livro que dá horror vê-lo, vejo-me obrigado a editar este livro, para orientar e desaprovar totalmente esse outro livro, porque causa angústia ver os erros ou horrores que inseriram nesse livro.

Esse livro não foi escrito assim, senão, a transcrição dos cassetes... O quem o fez, seria um inimigo? Ou seria com más intenções que o fez, para me lançar uma ducha fria? Porque aí isso não justifica a inserção desses grandes erros ou horrores nesse livro.

De modo que, pois, esclareço que este livro é editado, já vendo a necessidade de esclarecer o conteúdo, para que não confundam esta ÁGUIA REBELDE editada na Colômbia, com a de El Salvador, porque a de El Salvador não serve para nada.

Joaquín Enrique Amórtegui Valbuena

V.M. RABOLU

I - A ÁGUIA REBELDE

V..M. Rabolu – Vamos aproveitar esta vinda de vocês, porque eu estou fazendo muita força pela Europa, porque a Europa, pois, tem muita maturidade. As essências estão muito maduras. Então, temos que aproveitar, para ver se desperta alguma, ainda que seja uma. Já com uma me dou por bem servido.

Pergunta – Da Holanda lhe trazemos duas cartinhas, uns cartões de Natal e uma pequena águia...

V.M. – A águia, sim, essa é o símbolo do Mestre Rabolu, a Grande Águia. O Mestre Rabolu se apresenta na forma de uma águia gigantesca. O Mestre me chamava A ÁGUIA REBELDE, porque, de verdade, nestas questões esotéricas, temos que ser rebeldes contra nós mesmos, contra tudo, contra tudo.

Temos que ser um revolucionário completo, para poder adquirir algo, porque passivamente não se pode. Revolucionário contra si mesmo, contra todas as coisas do mundo que, como eu lhes tenho dito aqui, por exemplo: À natureza não lhe convém que nós nos liberemos. Por quê? Porque ela foi ensinada a dominar, a mandar; e quando alguém se libera, então é que começa a dominar a natureza. Então não lhe agrada.

Então, por isso ela se rebela contra nós, e por quê? Porque já se é um organismo que lhe faz falta, uma célula, uma molécula dela. Então ela, pois, se ressente.

Então, que faz a natureza? Pôr-nos brinquedos aqui como crianças. Todas as coisas do mundo são brinquedos que nos põe a natureza. Tudo, em geral, tudo, para nos entreter aí e não nos recordemos de nos liberar, de jogarmos a última carta, porque, temos que jogar a vida e o que nos cabe, o que nos diz respeito, para alcançar a liberação. Do contrário, não se consegue nada.

Ser um rebelde contra a natureza e contra tudo, para poder verdadeiramente dar um passo pela liberação, do contrário não se consegue nada! Passivamente não se consegue nada, nada!

Pois o Mestre, por exemplo, o Mestre escreveu todas as suas obras, deu-nos a orientação para chegar à sabedoria; porém, não nos entregou a sabedoria. Deu-nos todas as chaves, sim, para chegar à sabedoria. Porém, então, para chegar à sabedoria é por si mesmo, por esforço próprio, que é o que eu estou fazendo agora, ampliando muito o ensinamento do Mestre, sob minhas investigações que faço, para lhes tornar mais fácil a liberação ou o entendimento do que cada um tem que fazer.

Todo o ensinamento do Mestre é muito extenso, muito profundo. Porém, então, ele abarca tudo. Porém, faltou-lhe detalhar. Por quê? Pelo fator tempo dele. Não? Não tinha tempo.

Vejam que nós somos uma Junta aqui, e nos vemos ou estamos sobrecarregados de trabalho. Ele estava só, o que me parece muito heróico, dar conta de todas, escrever obras, dar o ensinamento, tudo isto. Não, não, não!... Parece-me muito valente!

Eu admiro o Mestre Samael. Admiro-o, porque aqui somos uns quantos e não alcançamos, não conseguimos. Em troca, ele estava só.

P. – Permita-me perguntar-lhe, neste sentido, porque nós vivemos... Não vamos nos comparar com o senhor ou com o Mestre Samael – nem arrisco – porém, também nos absorve tanta coisa que temos que fazer, porque temos que traduzir livros, temos que estar atentos em tantas dificuldades que resultam.

V.M. – Sim, isso é duro. Não é nada, por exemplo, alguém dizer: "Eu sou o Diretor do Movimento!". Meta-se a trabalhar para que veja você quantas coisas lhe aparecem diariamente, diário, de problemas, de tudo. É muito duro isso!

P. – Porém, qual é a chave aí, para ainda se trabalhar também para dentro?

V.M. – Olhe, eu lhes dou um conselho. O Mestre sempre fala de dedicar a cada coisa o seu momento. Temos diferentes atividades no dia, não? Que variam. Então, isso que dizia o Mestre, "dedicar a cada coisa o seu momento", quer dizer concentração no que se está fazendo. É uma concentração.

Que você tenha, por exemplo, no dia, cinco atividades, suponhamos, diferentes. Você escolhe a primeira, a mais importante. Começou essa. Não estar pensando na outra que tem que seguir, não? Está entendendo? É uma concentração no que se está fazendo na primeira. Terminou essa, passou à segunda; já à terceira, à quarta, à quinta, assim em sucessiva ordem. E isso é concentração no que se está fazendo. Porque, muitas vezes, nos tornamos máquina, fazendo uma coisa e pensando em outra coisa. Então está mal. Então a mente se enreda toda aí, não faz nada, não lhe rende.

É melhor coisa por coisa. Isso é o melhor para nós e a gente se vai educando, para que no dia em que diga: "Vou para meditar ou vou para me concentrar", com facilidade o fazemos, porque nos vamos educando. No trabalho diário nos vamos educando.

P. – Isso vai junto. O senhor disse que nos cabe jogar tudo. Chega um momento em que temos que jogar também o trabalho físico?

V.M. – Sim, sim!

P. – Porém, quando se sabe que já chegou esse momento?

V.M. – Temos que aplicar uma frase que a têm as religiões, porque as religiões a exploram: dízimo e primícia. Dízimo é Deus. Primícia, primeiro. Primeiro Deus, e depois o demais.. Entendido? Primeiro o nosso trabalho íntimo e depois, o que sobre de tempo, para os demais. Porém, primeiro nós.

Por exemplo: Você está dando uma conferência a um público. Você não se identifica com as pessoas; esteja atento em você mesmo, para ver se assomou um elemento psíquico, de orgulho, de ira, de vaidade, de alguma coisa. Não se esquecer de si mesmo. Primeiro Deus. Temos que aplicar essa frase sempre.

Comentário – Existem épocas em que se pega esse fio da recordação; porém, chega um momento em que se pensa que já o pegou e se foi. Porém, demora-se para voltar a...

V.M. – É pela nossa falta de trabalho, falta de trabalho! Mais concentração no que se está fazendo. Então, está fazendo uma prática, por exemplo, de desdobramento astral, não pense você na meditação, não pense na comadre, no compadre, nem no negócio, não! Estou saindo do meu corpo aí, e sai com facilidade. Porém, o mal é que estejamos fazendo uma prática e pensando em outra coisa. Aí está o nosso problema.

Temos que aprender a concentração no que estamos fazendo; por isso, nas atividades do dia, devemos estar concentrados no que estamos fazendo. Quando vamos fazer uma prática, também já estamos acostumados, educados para nos concentrar no que estamos fazendo. Com facilidade o fazemos.

Eu, por exemplo, muitas vezes me atiro na cama, e aos cinco minutos já estou fora. Cinco minutos. Porém, isso é pura prática; tenho-a desde anos atrás. Pura prática. Por isso o Mestre confiou muito em mim; por esse motivo, porque, toda prática que me dava, eu já lhe dava o resultado no dia seguinte. No dia seguinte entregava-lhe o resultado do que me havia ensinado à tarde ou à noite. No outro dia eu lhe entregava o resultado.

Por que eu o fazia com facilidade? Pela concentração, porque estou educado para a concentração; e da concentração para a meditação é um passinho.

Você está concentrado num objeto, num sujeito, num lugar ou no que seja. Ponha a dualidade a esse objeto no qual você está concentrado. A dualidade. Fez isso, e já ficou a mente em branco. Já !

De modo que é questão de se educar. Educação, nada mais. Sem meter esse misticismo, essa coisa tão horrível, que eu não sei... Eu, ao fanático, tenho pavor, sim, porque um fanático não serve para bom nem para mau. Não serve para nada. Aqui é revolução! Nada de passividade, de fanatismo, não! Ao macho, como diz o mexicano, ao "puro macho!".. Meter-se sem medo, e se vai adiante porque se vai!

P. – Mestre, esta vocalização da vogal "O". Isso, quando alguém o faz, é também para se concentrar e tratar de sair em astral? Com isso serve?

V.M. – Não! A concentração serve para sair em astral, porém, no que se está fazendo. Por exemplo: Eu me concentro no meu coração para me desdobrar; porém, concentrado no coração e digo: Vou me desdobrar! E prum! Rapidíssimo.

P. – Porque, se já se vocaliza, perde-se a concentração?

V.M. – Já! Há distração da mente.

P. – Essa vocalização, a estamos fazendo vinte minutos diários. Isso pode ser prolongado, fazê-la tempo mais longo, ou não vale a pena?

V.M. – Pode ir prolongando. É que, oxalá, todo mundo desenvolva a intuição.

P. – Pode-se ir fazendo, por exemplo, mais tempo diário?

V.M. – Sim, pode fazê-lo.

P. – Uma hora?

V.M. – Sim, pode fazê-lo uma hora, sem começar a forçar o corpo, porque aí está o problema: Começar a forçar o corpo. Então vem a dor de cabeça, sim, mal-estares.

P. – Porém, essa vocalização, não em combinação com outras práticas, senão separado?

V.M. – Não, não, o "O". Concentração no coração. Imaginar que esse disco começa a girar.

P. – Não em combinação com meditação nem nada disso?

V.M. – Não, não, não!

P. – E se pode fazer, por exemplo, lavando a mobília, o "O"?

V.M. – Já há distração. Já está querendo atender a dois senhores duma vez e não se pode. Melhor, a cada coisa se dedica seu momento.

C. – Eu notei que, fazendo a meditação às cinco da manhã, dá bom resultado.

V.M. – É que nas horas da manhã está a atmosfera mais tranqüila. Sempre a madrugada é melhor para as práticas, até que a gente já se torne prático. Porém, para começar, é melhor de madrugada, para toda prática, para toda.

P. – Mestre, se nos concentramos, por exemplo, para uma prática, sinto que naquele que se concentra há ambição nessa concentração. É um ego. Então, suponhamos, é por isso que não nos dão resultado também?

V.M. – Não. É a concentração mal feita. Toda prática que é dada pelo Mestre necessita da concentração.

P. – E como podemos fazer para não nos deixar levar dessa concentração, que é de um ego de ambição, de querer fazer, de querer conseguir?

V.M. – Querer é poder. Temos que lutar. Aí não se recorde você do ego, senão, faça o que tem que fazer, nada mais. Sim?

P. – Mestre, na Alemanha temos um rapaz, ele é turco, e no outro dia ele expôs, num fogueio, que ele tem constantemente dor de cabeça, porque ele faz essa concentração...

V.M. – Força-se! Observe que o Mestre fala de práticas. Prática do arcano, prática do desdobramento, prática de meditação, prática de concentração, tudo, por que a gente quer começar sempre como Mestre, abusar, não? Então vêm as doenças.

Então, temos que nos ir educando pouco a pouco. Vai se aumentando o tempo gradualmente, à medida que se avance, sem se prejudicar. Porém, existem pessoas às quais lhes dá dor de cabeça, porque se forçam. Então, não fazem nada, não fazem nada!

P. – Tenho uma pergunta que lhe fazem do Centro Gnóstico. Querem saber se esta prática da transmutação das forças cósmicas é feita num só sentido, ou seja, da cabeça aos pés, ou é feita também dos pés, ou seja, da terra ao cosmos?

V.M. – Imaginem que isso é um fio de luz que invade nosso organismo. Imaginar que da terra transmitem suas forças para cima, para o cosmos; e de cima, do cosmos, também para baixo.

P. – Porém, primeiro um e depois o outro?

V.M. – Sim, claro.

P. – E também querem saber que duração devemos dar a esta prática e qual é a hora mais apropriada?

V.M. – Não se lhe põe tempo, pelo motivo de que aí está o problema do qual estava falando para ele. Ir se educando pouco a pouco, à medida que se vai agüentando mais. Quanto mais se pratica, vai-se agüentando mais tempo. Então, cada um vai medindo o tempo de cada um.

P. – Porém, temos também a questão de ter os pés, assim no solo, como os tenho agora, ou podemos tê-los cruzados?

V.M. – Não, é melhor assim e descalço, porque o calçado é um isolante.

P. – Porém, se é sobre a cama, essa também é um isolante?

V.M. – É um isolante de todas as maneiras. Melhor, em terra.

P. – Ou seja, sair ao campo?

V.M. – Em terra, em terra é melhor, claro!

P. – Essa prática a tem o senhor ao final da Fase A. Porém, poderia ser dada antes?

V.M. – Pode ser dada antes. É que as pessoas querem algo prático e vamos é para nos meter duma vez em algo prático. Essa, a podem dar na Fase A, a qualquer um, sim; isso não...

P. – Porém, primeiro numa direção e depois em outra?

V.M. – Sim, claro!

P. – Se, quando nós, Mestre, fazemos esta prática, estamos beneficiando a natureza?

V.M. – Estamos beneficiando a nós.

P. – Bem, também; porém, é com relação ao que o senhor falou no princípio, de que o Mestre Samael também diz que o trabalho é rebelar-se contra a natureza. Porém, se nós fazemos esta prática...

V.M. – Sim, porém, nesse caso servimos de transmissor de duas forças, transmutador, melhor, de duas forças. Não? Sim, somos um instrumento aí, nada mais. Já ao passarem as forças cósmicas pelo nosso organismo e ao havê-las recebido da terra, há um benefício para nós.

P. – Porém, acontece o seguinte, na Alemanha nota-se que o sol está picando muito, pela questão do ozônio.

V.M. – Porém, é que não há necessidade de fazê-la ao sol.

P. – Não é bom fazê-lo ao sol?

V.M. – Não. Pode ser debaixo de uma árvore. Sim.

P. – É melhor que se faça essa prática diariamente, porque não se tem tempo para sair ao campo todos os dias.

V.M. – Não. Eu, onde vivo, a duas horas daqui, é uma granjazinha média, eu faço minhas práticas aí.

P. – Estamos falando das práticas. Outra prática que temos na Fase A, é o Belilin.

V.M. – As conjurações devem ser dadas rapidamente, porque é que quando uma pessoa entra no Movimento, que já está decidida, então vem o ataque, tanto dos egos dela, como das entidades externas.

C. – Porém, a nós, na Holanda, nos dá muito trabalho explicar isso, porque as pessoas lá se burlam muito dessas coisas; porém, queremos obedecer à ordem.

V.M. – Sim, é que essa é a arma. Essa é uma arma que se entrega ao estudante ou ao aspirante, para que se defenda.

P. – Na Espanha também existem muitos instrutores que preferem atrasar, dar as conjurações mais adiante.

V.M. – Bem, também. Porém, as conjurações são uma coisa que devemos ensiná-la quase em primeira ordem.

P. – Ou seja, que seu conselho é que se dêem no princípio da Fase A?

V.M. – Sim, porque temos que entregar essa arma para que se defendam, porque a loja negra ataca em seguida.

P. – Na Alemanha temos bastante testemunho do bom resultado com as conjurações, porque vem depois e dizem que tiveram muito bom resultado.

V.M. – Sim, sim, é que a conjuração é quase o primeiro que se deve entregar.

P. – A nós aconteceu, e errando um pouquinho por isso, porque as pessoas, a princípio, parece que não o assimilavam bem. Não? Então dizíamos: "Vamos entregá-las um pouco mais tarde". Porém, já as tivemos que entregar, porque as pessoas, em comentários, diziam que estavam recebendo ataques. E tive que entregá-las já.

V.M. – Claro, claro!

P. – O que, sim, vimos, que é muito importante, a forma de explicar as conjurações, porque, se se explica assim, a vôo, de repente, às pessoas lhes soa à fantasia, à coisa, a muita gente. Então a forma de lhes explicar é muito importante.

V.M. – Sim.

P. – Outra dificuldade que temos nisto. Vamos foguear a pessoa num grupo. Diz-se-lhe: "Olhe, explique como você faz a concentração”. E vem com uma conferência. Porém a gente lhes diz: "Porém, não façam conferência, expliquem a prática”.Porém, isso é tão difícil para ser explicado pelas pessoas. O senhor nos poderia fazer, algum dia, um fogueio, para vermos como é que é?

V.M. – Olhe, eu penso foguear aqui nos dias em que vocês estejam aqui, com muito prazer. Eu não quero perder tempo. Sim, eu não quero perder o tempo.

P. – A que horas o faz?

V.M. – Nós o fazemos já quase à noitinha. Já todo mundo deixa o serviço, não trabalha mais nos escritórios, então nos reunimos aqui. Para isso compramos umas lâmpadas, para os fogueios, porque, como a luz se vai, para nós não perdermos o tempo, e foguearmos.

P. – Mestre. Voltando de novo às conjurações. Para mim a conjuração é uma arma. Quando vejo que as pessoas são "mariposeadoras", eu a uso, porque com isso se define a pessoa. Não sei se estou fazendo bem...

V.M. – Não. Sim, porque há um choque de duas forças; se há uma pessoa muito negativa e todas essas coisas, ao conjurá-la, sai ou se alinha. Uma das duas.